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Há luz da pena

Há luz da pena

Descoberta garrafa com a mensagem mais antiga do mundo

Transcrevo o título e esta mensagem porque este tema é interessante. É curioso e raro o tema. Porque é que se sabe porque se precisa?  A cultura pode e deve surgir não somente porque se precisa mas também porque é interessante, curioso, raro e outras razões que devemos saber.

 

"Descoberta garrafa com a mensagem mais antiga do mundo

31/08/2012

Um escocês descobriu, presa nas redes de pesca do seu navio, uma garrafa com uma mensagem que estava à deriva há cerca de um século. A mensagem, que fazia parte de uma experiência científica, detém agora o recorde do Guinness por ser a mais antiga do mundo.

 

Foi descoberta na costa do Reino Unido a garrafa com a mensagem mais velha do mundo, que se pensa ter estado à deriva durante 97 anos e 309 dias. Segundo a revista "Time", a garrafa ficou presa nas redes de pesca do barco "Copious", comandado por um escocês, Andrew Leaper.

A mensagem foi lançada a junho de 1914 e fazia parte de um estudo científico para estudar as correntes marítimas à volta da Escócia. Das mais de 1800 garrafas lançadas ao mar na altura, apenas 315 foram encontradas.

A garrafa, encontrada a apenas 17 quilómetros do local de lançamento, continha um postal que pedia a quem o encontrasse para registar a localização, enviando-o por correio para a Escola de Navegação de Glasgow.

A tarefa dava direito a uma recompensa de "six pence", que valeria cerca de um euro hoje em dia.

A garrafa, que entra agora no livro do Guiness, bate o recorde anterior por cinco anos. Curiosamente, foi o mesmo navio, o "Copious", que encontrou a garrafa anterior, que também fazia parte do estudo científico."

Espero que gostem.

Hábitos em casa dos pais

Gostaríamos, às vezes de retroceder no tempo e viver os hábitos quando estivemos em casa dos nossos pais. Ligar a telefonia na cozinha, entrar em casa a certos dias da semana e cheirarmos o cheiro a cera, a manta “tal” estendida, enfim uma série de coisas que nos dava possibilidade a que um dia sucede a outro dia e que nos motivava para chegarmos ao abençoado fim de semana.

Fim de semana que nos apresentava mais hábitos gostosos como o acordar sem o barulho habitual do despertador, a rua silenciosa, o brilho do dia mais claro, o irmos sem stresse ao WC, o fervedor para o leite lavado e arrumado, o pão na porta e prontinho a ser consumido, o chocolate no armário com a colher de chá, o soalho a brilhar não só devido a ser mais tarde do que habitual mas por ser lavadinho ao pormenor na véspera, enfim uma série de coisas que nos dava uma nostalgia boa. As tardes de sábado no quarto aplicávamos por juntar e desfazer as dúvidas. As correções e o passar a limpo ao cadernos. Os tpc para fazer com os livros pois era desta que eram feitos e bem-feitos. As horas decorridas e…já eram horas para um lugar no sofá para ver as séries do Bonança e outra série que tinha substituído outra mas que também ia ser interessante. De súbito vem domingo de manhã, horas de ir à missa, verificar as horas de inverno ou de verão. Chega a hora do almoço em família, prato com todos os “r’s” e “s’s”, saídas da tarde a aguardar, o fado então toca nos gira-discos, os últimos preparativos de escola feitos à presa, a pasta com os livros do dia seguinte, o relato na rádio entre o Benfica-Sporting e a televisão com as revisões dos golos. Chega a “dor-de-barriga” com mãos dadas o “despertador a tocar”, “levantar cedo”, “pequeno-almoço apresado”, “aulas”. Não adianta travão com pés, mais tempo em vez de ir para a cama, o programa que se queria ver, o lavar dos dentes com outro saber, o jantar de domingo que não era lanche nem jantar mas era uma mistura de… Uma semana passada e retoma-se a rotina mais ou menos igual.

Ânsia

Durante a vida de um ser humano assim como tem várias fases também há várias modas. Moda do peão, do bilas, do elástico e outras mais. Acho que cada vez que crescemos as modas são mais perigosas porque quando somos pequenos há a tolerância da dúvida, do “é pequeno” enfim. Quando estamos já crescidos essas “modas” podem cair em desgraça devido a levarmo-nos para maus caminhos e a retaguarda transformar-se-á numa parede bem alta que nos esmaga na nossa teimosia do amanhã. Essa do vai de modas não faz sentido então se não está de moda não há? Não se tem? Não se quer? Não se sabe? Não e não e não? Pessoa que vão atrás porque se paga pouco ainda compreendo porque amanhã em vez de se ter comprado 2 comprou-se 1. Mas não exageremos devido a pormos em situações que não vemos, percebemos ou que figurinha fazemos. Filas e filas que se fez para entrar no novo museu dos coches até parece que o povo português tem uma percentagem cultural demasiadamente alta. Vão ver daqui a um ano por causa das estatísticas ou a visita dos monumentos de Portugal elevou, a média cultural dos portugueses aumentou, …enfim uma série de coincidências. Alguém há de ganhar. Agora pergunto, porque é que não fazem isso mais vezes para além do primeiro domingo de cada mês. E porque é que são só para os munícipes, obviamente depois de comprovada, e não para os outros?

Demasiadas pessoas num monumento obriga as pessoas a não poderem ver bem, olhar melhor e a ouvir como deve de ser. Não há dúvida que a falta de atenção, a pouca reflexão e a pouca aquisição são os fortes fatores que as crianças portuguesas não tenham.

Que façam mais dias como estes mas que não sejam inaugurações, que não sejam bolinhos, chazinhos, panadinhos, tampinhas, bufês, a vinda do XPTÓ, enfim uma série de coisas para o povo português poder usufruir do seu património. O povo português vive todos os dias em PORTUGAL!!!

Situações

Há alguns anos atrás, devido às horas e paragens dos transportes públicos no local onde moro serem um pouco “passo de espera” contentava-me poder usufruir de uma “viagem turística”, antes de chegar ao meu emprego.

Apanhava um autocarro, caminhava alguns metros para chegar à outra paragem e esperava um certo tempo pelo segundo autocarro. Depois de algumas semanas de fazer esse trajeto acostumava-me a que uma fulana passava a uma determinada hora ou o sicrano esperava uma boleia do colega ou a senhora que passava com um cãozinho cumprimentava-me ou ainda aquela pessoa que passava por mim carregada com um saco para entrar num prédio ali perto ou uma senhora que saia de sua casa e estando 1 minutos ou 3 à espera vinha a filha ou a nora busca-la. Passados alguns messes largos de fazer esse trajeto já me habituava a vê-las e até quando não a via perguntava-me “- Que era feito delas?”. A primeira coisa que eu fazia no outro dia era estar atenta para as ver, quando me lembrava. Quando eu me atrasava ou porque tinha que ir algum sítio eram elas próprias que me perguntavam o que me tinha acontecido. Isto tudo ajudava-me a passar o tempo monótono enquanto a camioneta alguns dias tardava a aparecer ou então seria abolida por causa de alguma avaria.

Assim, conjugava-se uma certa “amizade passageira” e oferecíamos um vai e vem de pura distração. Era assim nas paragens de autocarros como dentro do autocarro que, a “fulana” apeava-se antes de chegarmos à câmara municipal ou o “sicrano” que vinha com o jornal na mão e que ficava na porta a falar em conversas banais com o motorista ou ainda o “beltrano” que quase ou sempre vinha a correr para apanhar a camioneta. Criava-se então um clima de amizade, de camaradagem e de talvez familiar que era bonito de se ver. Eu própria já “gostava” daquilo devido, às pessoas irem para casa e trazerem algum reparo, esclarecimento ou outra coisa qualquer que na altura surgisse.

A camioneta transportava passageiros com algum problemático, era na maioria os passageiros e quando saiam eu sentia um certo alívio desde o aspeto e ao silêncio que deixavam para trás. Assisti a, algumas cenas que não era nem pensar para cardíacos.

 

 Galgar o assento

Um dia estava eu num lugar na camioneta quando, aguardava que esta parasse para me levantar e deixar passar a pessoa que estava a meu lado quando, este mesmo antes do autocarro parar punha os pés no banco e passando cada uma das pernas para o banco de trás e desceu da camioneta.

 

Medo do avião

O autocarro costumava de dar uma volta muito grande passando pelo tribunal, perdia aí uns bons 5 a 6 minutos. Este situava-se num sítio elevado com uma vista bastante simpática devido a poder-se ver com pormenor quintas com o cão atrás das ovelhas e o seu pastor ou então os cavalos a usufruir dos primeiros raios de sol. Apesar da minha malga de café, tomada sossegada e indispensável no banco da cozinha, eu um dia dei largas à imaginação. Resolvi, vislumbrar por entre o nevoeiro típico desta região que apresentava-se em várias camadas como se fosse claras em castelo num bolo o focinho de um avião e, quanto mais eu necessitava definir com a vista mais me convencia que o era. Tive que desviar o olhar senão os meus gritos tomavam conta de mim e punha as pessoas que, calmamente conversavam, em polvorosa. Só descansei quando a camioneta acabou de tracejar a curva e prosseguiu outra até alcançar outra direção. Olhei em meu redor e as pessoas continuavam como se nada fosse, e nem pareciam notar para aquela minha imaginação tenebrosa.

 

Queima?

Esta camioneta que tinha o terminal noutro lugar e longe das outras de 2.ª a 6.ª, eu aguardava aos 10 minutos para que ela inicia-se a viagem. A minha pessoa aproveitava a situação para fazer, fazer revisões de inglês que estava a estudar numa formação que o meu emprego dava aos funcionários ou relia uns escritos meus para pôr no meu trabalho quando chega-se o momento certo. Á medida que o fazia eu estava atenta devido aos meninos que iam nessa camioneta a serem mal-educados para as pessoas, e a mim também, aliás. A minha pessoa resolvia escrever dia sim dia sim para a empresa a queixar-me por causa das coisas inconcebíveis que as pessoas comentavam e também quando eu via. Um dia, quando eu esperava naquele terminal verifiquei que havia alguns mal-educados que estavam no último banco a queimar qualquer coisa porque cheirava-me a queimado e também os ouvia rir. Eu anotei todos os elementos que precisava para quando fosse falar sobre o assunto a minha pessoa fosse firme e exata nas minhas acusações. Apercebia-me que liam o que eu escrevia devido a dar conta de quando eu descia passado pouco tempo passar um carro da polícia que ia atrás da camioneta. Houve um dia que entrei nesta e um polícia encontrava-se ao pé do motorista, devo ter feito uma cara que ele logo a seguir disse-me para eu subir que não fazia mal. Sentei-me e o sururu deve ter falado qualquer coisa ao polícia sobre a situação da minha pessoa.

 

A porta estava estragada

Houve dois episódios muito engraçados. Estava aquela chuvinha de conta-gotas e já me doía todos os ossinhos, a camioneta não aparecia. Não era só eu mas mais pessoas que desesperávamos, até que depois do tempo infinito lá apareceu ela fiz uma grande festa e se tivesse ali algum foguete atirava-o de imediato. Depois de fazer a curva lançou-se pela reta que esqueci da tão desejada e enchi-me de mau humor porque esta parou muito mais à frente de onde estávamos. Claro que julgávamos nós que não esperava, devido a vir muito cheia e a certa altura parou. Estávamos já a dirigir para a porta da frente quando alguém nos chamou por trás e comunicou-o que a porta da frente estava estragada e a entrada era por aquela. Entramos, pedimos desculpa, retiramos as palavras todas que dissemos de mal seguimos viagem.

 

Anedota?

O outro episódio foi que o motorista estava a contar ao grupo da frente o que lhe tinha acontecido há pouco tempo e muito sui géneres. “Uma pessoa não estava com vontade de pagar o bilhete e nesse dia eu até estava cheio de paciência e resolvi dizer que esperava enquanto ele ia obter as moedas necessárias para o pagamento…contava o motorista…pouco depois veio e afirmou que tinha ido ao multibanco e apresentou-me as moedas para pagar, dizendo que tinha ido ao multibanco. Bilhete saído, quantia paga, sentou-se no lugar e eu depois comecei a pensar e perguntei a mim mesmo: “-Não sabia que agora se podia levantar moedas no multibanco?” O motorista acabando de contar isto e ainda alguns estavam a acabar de raciocinar, uma senhora afirmou: “-Então agora pode-se levantar moedas no multibanco?” Foi gargalhada geral.

  

A penúltima viagem

Normalmente onde há bom há mau. Os horários das camionetas mudaram assim como as paragens, nunca mais me esquecerei da “última viagem” que eu fiz com um simpático motorista. Achei estranho que naquele trajeto minucioso que ele fazia há bastante tempo tivesse havido alguma falha porque, anos e anos de tanta experiência era impossível. Até inclusive, a certa altura, a própria camioneta tem mesmo que serpentear como se fosse uma serpente devido a rua ser bastante estreita, recortada e ter que se encaixar. Dei a razão a que talvez houvesse uma falha técnica ou outro mecanismo na própria camioneta porque a minha ignorância era fértil ou seriam sempre as mesmas falhas como o travão, a vela ou alguma coisa no tumbo de escape. Não se queixou, não disse nada mas sim só fez uma coisa a sua função como todos os dias que, era guiar. Nunca mais guiou então. Soube que estava bastante doente e que em junho falecera. Fui muito bem servida por este funcionário e nem o patrão dele nunca quisesse saber nem ver o tá bem serviu. Os colegas lá foram à sua terra para se despedirem. Bem aja.

Vinte anos

É com orgulho quando, se participa nos vinte anos de uma instituição de uma envergadura como a…. Dedica oferece e se entrega aos que trabalham como o voluntariado. Projectos que vencem e criam pés com pernas para andarem, outros que não passam do papel ou outros ainda que ficam pelas frases entre linhas. Pela intempérie não foi de um lado mas, foi no outro ou em vez de ser primeiro de lado foi para o outro.

 

Discurso com produtividade darem alento à continuidade para o futuro ser bem melhor. Não foram palavras em vão mas sim palavras a frasear o passado bem passado e esperançado o futuro. Medalha ao mais alto nível para a instituição perante o município que quer e está esperançado de juntar os bombeiros todos juntos. Recordar aqueles que já partiram foi o auge da acção. Projectos ainda por atingir para a meta ser ainda mais perfeita com o intuito de saber para servir, pois é e será o lema desta. Glória em glória vividas para recordar com saudade mesmo que repente se ache estranho no tempo em que estamos. Com os acontecimentos ao acaso e alguns sem importância, agora, recordados com saudade e com tempero de esperança do tempo possivelmente voltar a ser como antes ou até mesmo com experiência de hoje e com o bom humor do passado. Não só o voluntariado mas também a necessidade para os civis, não foram esquecidos. Grande aposta nestes 20 anos foi a perspectiva do futuro próximo, a lição do passado e o sorriso do muito futuro ainda pela frente.

 

A necessidade de ter na alma, aqueles menos 20 anos é uma sensação boa de rever com ânimo e motivação para o amanhã. Duas décadas de começo, continuidade, de vitórias, de derrotas, de surpresas inesperadas com um sabor a fel, de revelação, de saudade, de….saber para servir. Pois é o dilema desta instituição.

 

Obrigada!!!

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