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Há luz da pena

Há luz da pena

Brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr, mas com muita calma

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O sítio onde e irei votar nem sempre é o mesmo. Em 14 ou 15 anos que fui para esta casa com uma escola ao pé de mim e só 2 vezes fui votar lá. Quando o fiz, fiquei muito contente O trajeto rápido, 2 minutos de casa e até comprava broas e pão caseiro quando há eleições. Até agora não me queixo dos produtos. Mas porquê, pelo menos para mim, mudar o sítio onde vou votar? Telefonei pela primeira vez para a junta. Disquei o n.º e vieram as alíneas (1 para x, 2 para z, 3 para y, 4 para s, etc). Depois da primeira tentativa, que fiquei sem perceber muito bem o esclarecimento, liguei outra vez para outra alínea. Espantei-me devido a atenderem logo. Depois do “bom dia”, do nome da funcionária e da confirmação desta, porque era fora do comum, pude perguntar o “- Porquê de quando há eleições eu ter que mudar de sítio”. Surgiu a indignação que foi, “- Agora, não poderá vir cá mudar! Só depois das eleições!” Cá com os meus botões pensei, “perguntei uma coisa e respondeu-me outra.” Mas não “alimentei” a possível discussão e continuei. “-Mas minha Sr.ª porquê?” E lá veio a resposta. “Porque tem a ver com o número de eleitor.” “Sim…sim, sim.” Disse cá para comigo não estando a acreditar devido a ser 2.º feira e numa repartição pública. “Eu tinha ficado exclarecida!!!” Despedi-me com o meu “Muito obrigada e do até breve.” Ok, vou votar mas hei de passar pela escola, entrar e comprar as broas e o pão caseiro. Reparem, se eu “alimentasse” a indignação?

Arrumar a “casa”.

Arrumar a-casa

Depois de vocês estarem muitos anos num sítio, sinto-me a fazer contas de subtrair para ver quando vou embora. Farta? Não. Cansada? Talvez. Vejo o futuro que não é meu mas sim, noutro sítio. Percorro os anos e revejo as pessoas que entraram, que saíram, que ficaram e que ficaram e saíram. Concluo que alguns nunca deviam ter saído e outras que nem sequer deviam de ter entrado. Tantos anos a fazer amizades com aqueles que merecem a vossa, criar raízes na empresa que trabalham e de evitar a hipocrisia, a intolerância e o egocêntrico de alguns) não tiveram necessidade de tentar “limpar” os podres das pessoas antes de chegar a hora da partida? Sinto-me a “lutar” para quem vá depois de mim continuar a sentir o que eu senti quendo cheguei, sorrir quendo eu sorria, falar quando eu falava e trabalhar como eu trabalhava. Hei de dizer quando chegar a minha ida dizer “missão cumprida”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comparação de WC’s públicos

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Há alguns WC’s públicos que são uma perfeita desgraça. WC das senhoras na escola do meu filho. Tive que ir a uma por volta do mês de outubro, quando tive a 1.ª reunião de pais, estava “por estrear”. Vidros limpos, chão a brilhar, maçanetas nas portas seguras e fixas, lixo e chão limpos, os papéis para limpar as mãos por tirar ordenadamente e as saboneteiras pouco enchidos (pelo final do dia) mas não estavam besuntado, paredes sem escritos com azulejos sem lascas nem partidos, os rolos de papel higiénico fixos, o puxador do autoclismo para deitar água para puxar sem hesitar e as retretes com aspeto decente.

Voltei ao mesmo WC. 2 metros antes, de entrar podia-se sentir o cheiro séptico a mixo. Dei de caras com um verdadeiro espetáculo de 2.ª guerra mundial ou parecia que tinha lá passado um furacão. O chão escorregava, o cheiro transandava a urina mais intenso ainda, o puxador estava um buraco, os escritos incertos e impossíveis de se ler, os meus olhos achavam manchas na retrete e o botocudismo impossível de se ter coragem de carregar para descarga a água. Os azulejos húmidos e muito escorregadios, o papel higiénico não existia e o espigam que o segura todo torto. Enfim, uma perfeita desgraça. Reforço que, claro, fui ao wc das senhoras. Qual será a formação delas a este respeito? Claro que, até poderá ser os rapazes que entram, por ali a dentro e destroem aquilo tudo. Não estou a defender ninguém, somente foi impossível aí fazer alguma coisa nessa altura e olhem, que eu estava bem aflita. Não fui à dos rapazes, lógico, para poder comparar. No terceiro período nem pensar ir a esses wc. E se calhar ainda menciono à DT do meu filho o triste episódio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pontinhos de interrogações

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Nesta semana, que está a findar, ouvi falar e li vários casos em indecências que os, já falecidos, fizeram de mal neste mundo. Não concordo nada do “esconde, esconde” e fingir que não se passa nada. Não, nem por sombras todos os que falecem são Santos e muito menos que não foram eles. Mas será que agora poderão, eles, responder? E os que ainda cá estão com casos pendentes que a justiça não resolve? Não será produto para vender e para comprar? Só sei que aqueles que vão para a prisão ou “domiciliária” nunca, mas nunca pagam o muito bom pelo que fazem. A justiça é sempre mínima. As lei, sim. Então comecem por mudar o Código Civil pois está muitíssimo desatualizado.

 

 

Momentos que pareciam uma internidade

Quando eu estava na “alçada” dos meus pais tinha que, claro, fazer o que eles queriam. Umas coisas eram agradáveis mas outras nem por isso mas tinha que as fazer. Uma dessas coisas era ir à missa. Havia coisas bem piores mas, se eu pudesse escapar, melhor. Estar ali a sentada num sítio enorme, as poucas velas mantinham-no escuro, o cheiro das velas dava um aroma característico, o soalho lustroso convidava a uma dança de sapateado ou um escorrega de última moda, o sussurro de não incomodar ou não ouvirem, os passos rápidos, os olhares contidos mas cheios de fé devotavam o altar com o cristo na cruz, os vultos passavam vestidos de roupa e sapatos, trajes que não mostravam quase a cor de pele e uma ou outra cara conhecida por terem coincidido ir à mesma hora e não vermos a tal pessoa porque veio mais tarde e o lugar que era-lhe “destinado” já estava ocupado. No começo da celebração da eucaristia sentados e depois de pé dava-nos alento para a situação que aí vinha. Por vezes as vozes estridentes ou sumidas davam mãos dadas aos pontos de interrogações e o raciocínio era como se fosse um barulho de cartas a desmoronar-se. Mais um sentar e ficar de pé fazia-me um aperto na barriga, lembrava me o que tinha comida na véspera, porque antes da missa pelo menos 1 h não podia tragar nada. A posição era aquela e não podia-a mudar. Tinha pessoas nos meus lados e atrás porque à frente era o espaço e seguia-se o parapeito lá para baixo. As minhas nádegas bem apertadas perdiam força até me derrotarem. O meu olhar fixava a figura de cristo, até parecia, dali, estava lado a lado. Preocupava imenso as pessoas que estavam atrás de mim. Imaginava-as com os olhos de carneiro mal morto ou os narizes a deitarem fumo. O sermão do sr.º padre às vezes tocava me profundamente outras vezes os olhos cerravam e o sono leve mas firme andava a passear nas pálpebras calmamente, dando a ideia da sincera reflexão nesse dia, para depois se abrirem no nascer de um novo dia.

Muita bondade para pouco asseio

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Trabalho num sítio que os transportes públicos foram sempre muito difíceis no aspeto da quantidade, horário e pessoas que o frequentam. Sei ou sabia o que era esperar o autocarro à chuva, vento e com sol. Quando ele não vinha a horas porque se avariava ou porque apanhava trânsito e, por isso já não faziam o autocarro seguinte. Chegava a esperar por ele 1h 30m. Uma colega minha quando saio com aquela que me dá boleira, perguntou à outra que estava na paragem se queria ir de carro e ela, claro, disse que sim. Eu sabia bem o desagradável de estar ao pé dela porque já tinha tido várias experiências com ela ao pé. O aroma entra-me pelas narinas sem cerimónias e alojasse na cana do nariz fazendo toda a “despensa” ao seu belo agrado. Aqui há uns anos esteve a trabalhar diretamente ao público e houve quem a quisesse ajudar, oferecendo-lhe produtos de higiene que ela um dia afirmou que tinha dado à filha e que, esta, tinha gostado muito. Não é só higiene mas sim pouca água no corpo e vestir sempre a mesma roupa. Nessa altura estava eu no gabinete com mais colegas minhas e ela de vez em quando tinha que lá ir e já ela estava a abrir a porta, eu estava a dizer que a fulana vinha lá. Maldade, sim eu sei, mas a vida custa a todos e aqui há tempos como ela respondeu por outro assunto só merece desprezo e distância.

Teclano do computador à maneira de cada um

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Quando nos deparamos com dias menos bons é uma trutura. A monotonia e o rame rame apresentam-nos doentios. Sorriso amarelo é o que nós temos à frente e, mais nada. Ainda sacudimos o rato do computador e o fio vai para o lado que queremos mas são por meros segundos e a irritação fica ao rumbro. O nosso sopro é sonoro mas controlável, caras que, deslumbramos de résvez, apontam nos cheios de pontos de interrugações e ainda há tanto tempo para o fim do dia. Surgem novas ideias para nos puxar a moral ou para disfarçarmos a nossa irritação. O “se” é a palavra-chave que nos espevita naquele momento. Reparamos em coisas que nos podia facilitar a vida laboral e que se, mais calmos, nem imaginamos que pudéssemos passar pela cabeça. Não fazemos nada no trabalho sem o teclado e com o rato. Reparei, então, que podia haver o “enter” à esquerda ao pé da tecla “Caps Look”. Quando temos a mão direita no rato e escrever com a mão esquerda nas teclas desse lado para depois de carregar o “enter” temos que ir para a direita. Ok, prometo que se houver alguns teclados como eu quero não me irrito. Será que vou tê-lo?

Idade tão parva

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Como não sou excepção passei, também, por a idade da parvalhada. Lembro-me de ter recebido uma telefonia pequena. Andava radiante por ter uma telefonia pequena que dava para pôr na bicicleta e poder ouvir tal como as pessoas crescidas nos automóveis. Montada na bicicleta luzco fusco para poder ver com os faróis da minha nova bicicleta e a telefonia no posto onde a músicam me agradavam, fingia que passava pelas ruas da cidade ou de uma vila e que ia ao pão, buscar crianças, ver a tia, dar boleia ao primo, ao posto abastecer, etc, etc. De vez em quando e quando me lembrava dava cada volta grade e enorme porque me esquecia de alguma compra. Era uma chatice!!! Mas, cá para comingo adorava andar de bicicleta. Um dia chatiei me porque a telefonia não me “abedecia” porque queria que ela com um simples cordel estivesse debaixo do banco ou no volante. A segunda chatice era quando eu dava a volta e lá se ia o posto que estava a ouvir e aparecia uma chato qualquer a falar ou outra música que não suportá-la. Era assim os meus fins de tarde no meu jardim na casa de férias grandes.

A lista dos telefones ransurosa

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Em casa da minha mãe havia um livrinho dos telefones automático. A grande “atração” do momento que nos desliciava os dedos e era tudo num ápice. Sintuavamos na letra que solicitávamos e zás carregava-mos no botão e a lista abriasse. As folhas já estavam tão ransuradas devido às mudanças sucessivas que, apesar dos números e as letras, já estarem escritas e reescritas os olhos já obedeciam ao lugar que se encontrava. Por brincadeira de miúdos situávamos na letra e clicávamos no botão e aquilo disparava dando um salto. Por fim a brincadeira saia cara devido às folhas desmembrarem se e quando disparavam estas saiam e depois tínhamos que as pôr por ordem e sem as dobrar.

Série “A verdade sobre o caso Harry Quebert” canal 61 da NOS

Graças a Deus que li vários blogs sobre este livro e também, um deles, que ia haver a série. Fiquei em “pulgas” com o que li de opiniões favoráveis. Não comecei a vê-lo sentada no sofá, a olhar para o relógio, nem a bater o pé impaciente. Um dia estava eu a ver se via alguma coisa interessante e ia cliclando em vários canais até achar um a meu belo agrado. Dei de caras com o título que me avivou a memória para o tal blog. Comecei a ver mas também com o intuito de lêr o livro por isso e como tinha coisas a fazer, desliguei a televisão. As imagens que eu vi nessa altura e as opiniões foram mais fortes e, enquanto, estava a fazer a lida da casa, vinham à minha memória o que tinha visto. Por estar à espera de ler o livro e de ver a série pesou mais, ver. Fui logo envolvida pelo enredo de uma vilazinha pacata, todos se conheciam, com algumas casas acompanhadas com paisagens fabulosas e depois com o próprio escritor e defender um outro escritor. Foi esta última que me fez também me prender ao televisor. Agora imagino como será o livro, ui, pois todos “temos” opinião que o livro é sempre melho que o filme. Pois é, então lê. Lerei, ok.

Leituras e músicas de verão

Quando eu era mais pequena ainda não havia ou nunca fiz aquelas programações sobre o que ia fazer nas férias. Por isso, sempre havia aqueles livros muito manuseados, com o seu cheiro característico a mofo por causa de terem estado o inverno fechado num armário e que ao abrir desmembrava-se todo e se caísse como as folhas estavam tão esticadas e pregadas umas hàs outras facilmente punham se orientadas na capa dos livros já cheios de fita-cola amarelada, era uma felicidade enriquecedora. Mesmo que quiséssemos renovar aquela fita-cola dificilmente ficavam coladas devido ao papel estar muito húmido. Todos os anos, apesar de já terem sido lidas era sempre uma descoberta com novos sentidos pois as emoções mudavam por causa das idades.e, por isso pareciam livro por estrear. A princípio com o entusiasmo levava-nos a ter um caráter de obrigação de termos que ler tudo até ao final das férias mas, depois os planos alteraram se devido aos programas com os amigos de ir à praia, festas de garagens e jantares. Havia ainda aquela música que nos identificava com aquela paisagem de fundo acompanhada com alguém importante naquela altura ou o aroma das algas que vinha da brisa do mar e que nos identificava com aquela onda ou conversa de alguém.

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Impressões de sabores e sensações de infância

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Costumava levar almoço de casa e um dos pratos que se fazia era “bacalhau podre”. A vigilante que estava conosco perguntava sempre do que era feita a receita. Já não a podia ver quando abria o termo e dava de caras com o bacaulhau. Era trigo limpo que o almoço stressante. Também quando era hora do lanche o leite com chocolate era servido nas canetas de metal mas que eu tinha que conter a respiração devido ao sabor do leite com o contraste do metla. Era uma falta de ar, ui. Quando na outra escola me serviam daquelas sopas que eu me vomitava toda devido a ter pedacinhos daqueles aromas como ortelã ou outra coisa terrivel para mim.

Contrariedades

Sabado passado curava me de uma “gripe” quando no prédio ao lado faziam barulho devido a umas obras. Pum, pum, pum, pack, pak, pak e eu a querer descançar e a não conseguir. Tantos sábados para fazerem barulho e tive que ter uma gripe para…irra!!! Quando meu marido veio disse que estavama a pôr oazulejo no chão. Queria lá saber se era o azulejo. Apesar de ser sábado, até às 16horas podiam fazer barulho, continuou ele. Ok, disse para comigo, vamos controlar isto. O meu gato aninhado ao pé de mim, tudo bem. Ligueir a televisão, estava a dar a série “A verdade sobre a caso Harry Quebert”, uma boa oportunidade para rever e ver alguma coisa de jeito.

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Será que estou muito espertinha ou isto é óbvio?

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Por vezes dou por mim a ouvir na rádio sobre estatísticas. Algumas delas são tão óbvias que, quando dão os resultados já pensei e concluou que acertei. Encolho os ombros e pergunto se vale a pena gastar tempo e dinheiro para aquele estudo. Noutros, pergunto se me perguntassem eu tinha respondido o contrário. Quando era mais nova os meus cadernos e manuais tinha o quadro da taxa de mortalidade e natalidade de x a y. Eu achava aquilo super-mágico devido a como concluíam aquilo. Agora sei que incluiem um determinado grupo de faixa etário, económica e social e fazem as perguntas que querem. Gastam uma pipa de massa para estudos óbvios. Digo eu.

 

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