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Há luz da pena

Há luz da pena

Empregados temporários

Empregados temporários, a tecla está gasta, ressequida e teimosamente perra. É como as palavras do mês, dos messes ou do ano que como é óbvio é.... Fico, confesso, farta pois as coisas são tão óbvias que não há ciência. Há dois ou três anos para cá venho a conviver com essas pessoas indefinidas, sem eira nem beira, precária, sem futuro, enfim um inúmero de definições para as definir ao contrário, do pouquíssimo salário numerário que têm.

 

Quando chegam a um começo de um contrato o seu ânimo é bastante bom e elevado até, vão dar tudo por tudo, boas atitudes, boa camaradagem, atraso nenhum, excedem por vezes como dando “palpites” que seria melhor assim, assado ou cozido (se for preciso até transportam a empresa às costas) e o trabalho vesse.

 

Quando estão a meio o trabalho torna-se ritmado como o hábito de um robot, tudo surge maquinalmente e surge alguns erros. Distracções, saídas à presa de véspera ou entradas apresadas, que o colega como “eu” é…ou dá…ou vale…ou parece… Patrão testa-os com o trabalho a meio termo começado, espectativas surpreendentes, óbvias, nada de relevante e até deslumbrantes. Alguns ficam pelo caminho porque o objectivo não atingido, não superado ou até não correspondido às expectativas.

 

Reuniões para organizar melhor o trabalho, reajuste este devido a planos de última hora (alguém ausente), as tarefas atrasadas e adiadas dão novamente planos por vezes gloriosos e eficazes. O plano vai mudando e definem-se posições mais ou menos previstas. A competência já dura há uns meses mas só ali é que se dá conta do que poderiam ainda fazer. Aquela garra de agarrar com delicadeza todas as pontas no trabalho novo, torna-se abrupta pela confiança que se está a lidar este e chega a contagem decrescente. Menos um dia, menos outro dia, menos…Aquele trabalho que até não era do “ramo”, é o que se tem e é o desenrasca. Fica-se? Não se fica? Dá-se a espectativa e é o auge da acção. Desfecho já esperado ou surpreendente. Acabou.

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